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A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da DPMA (Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente), realizou nesta quarta-feira, 5, uma ação no bairro Pérola, em Boa Vista, para apurar uma denúncia sobre a possível realização de rinhas de galos. A operação contou com o apoio da equipe médico-veterinária do ICPDA (Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida) e resultou na apreensão de apetrechos comumente utilizados nesse tipo de prática. Ninguém foi preso e as investigações continuam para esclarecer os fatos e identificar todos os envolvidos.



De acordo com informações prestadas pela delegada titular da DPMA, Maryssa Batista, a investigação teve início após uma denúncia recebida pelo NI (Núcleo de Inteligência), indicando a existência de um imóvel onde aves estariam sendo criadas e preparadas para rinhas de galos. A partir dessas informações, foram realizadas diligências e monitoramento que culminaram na ação policial.


"A denúncia anônima foi fundamental para o início das investigações. Durante a diligência, localizamos apetrechos comumente utilizados em rinhas de galos, que foram apreendidos para subsidiar o inquérito policial. O trabalho continua para identificar todos os responsáveis e esclarecer as circunstâncias dos fatos", afirmou a delegada.



Durante a operação, os policiais civis encontraram aves alojadas individualmente, característica frequentemente observada em locais investigados por esse tipo de prática. No imóvel também foram localizados uma estrutura parcialmente desmontada, conhecida como "ringue" ou "tambor", além de outros apetrechos que serão analisados no decorrer da investigação.



A equipe médico-veterinária do ICPDA realizou a perícia no local e examinou as aves. Durante a inspeção, o perito não constatou indícios de maus-tratos que justificassem a apreensão dos animais, motivo pelo qual eles permaneceram no imóvel.



Os apetrechos encontrados foram apreendidos e encaminhados à unidade policial, onde passarão a integrar o conjunto de provas do inquérito. O laudo pericial será concluído no prazo de até dez dias e servirá para subsidiar a continuidade das investigações.



Segundo a delegada, uma pessoa foi identificada como responsável pelo imóvel e será ouvida no decorrer da investigação. As diligências prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e verificar eventual prática de crimes ambientais e outras infrações penais que possam ter relação com os fatos investigados.


"Reforçamos a importância da participação da população no combate aos crimes ambientais. As denúncias são fundamentais para que a Polícia Civil possa agir de forma rápida, técnica e dentro da legalidade. Muitas investigações têm início a partir das informações repassadas pelos cidadãos, por isso é essencial que a sociedade continue colaborando com esse trabalho", destacou a delegada Maryssa Batista.



SECOM RORAIMA

Texto: Ascom/PCRR

Fotos: PCRR

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