Violência de gênero foi o
tema da mesa redonda “Quadro atual e os desafios para o enfrentamento a
violência de Gênero-mulher-vulneráveis em Roraima: Sistema de direitos humanos,
assistência social, segurança e justiça ”, realizada na sexta-feira (13), no auditório do Corpo de
Bombeiros de Roraima.
A realização do evento foi
organizada pela Secretaria de Estado do Trabalho e Bem Estar (SETRABES) e pela
Coordenação Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres de Roraima (CEPPM),
com apoio da Rede Estadual de Atendimento à Mulher e Casa da Mulher Brasileira,
como parte da programação da DPERS alusiva ao mês de conscientização pelo fim
da violência contra mulher.
O Seminário teve como
objetivo discutir a violência de gênero no estado de Roraima e propor políticas
públicas de combate a todas as formas de violência, além de promover uma
análise de fatores que influenciam para o atual cenário de violência no estado
e somar esforços para superar os desafios.
O evento teve como
público-alvo entidades ligadas ao combate à violência de gênero. Na mesa
redonda participaram representantes da Assembleia Legislativa de Roraima,
Associação das Travestis e Transexuais de Roraima, Defensoria Pública de
Roraima, Fundo de População das Nações Unidas, Ministério Público Especializado,
Secretaria de Segurança Pública do Estado, Secretaria Municipal de Gestão
Social e Tribunal de Justiça de Roraima.
Terezinha Muniz, defensora
titular da Especializada de Promoção e de Defesa dos Direitos da Mulher, esteve
presente no encontro representando a DPE/RR e defendeu a criação de políticas
de combate a violência contra mulheres e a criação de programas reflexivos para
homens com a finalidade de conscientizar sobre o racismo. “Na questão do homem,
precisamos implementar políticas que trabalhem o machismo. A mulher não se
enxerga vítima de violência, mas o homem em momento nenhum se vê como uma
pessoa abusiva. Para muitos o comportamento violento e machista é considerado
natural”, disse.
Ela prosseguiu reiterando
que é necessário mobilizar a sociedade, inclusive as mulheres, para despertar a
questão da reprodução dos abusos. Terezinha afirmou que o acolhimento é crucial
para que as mulheres saiam do ciclo de violência. “Nós reproduzimos muito a
violência. É preciso que os órgãos do sistema de justiça, incluindo a
Defensoria Pública, estejam aparelhados e preparados para o atendimento de modo
eficiente das vítimas e garantindo de modo integral os seus direitos humanos
para que possam somar nessa luta incansável”, disse.

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