O Brasil gerou 309.114 postos
de trabalho em junho deste ano, resultado de 1.601.001 admissões e de 1.291.887
desligamentos de empregos com carteira assinada. No acumulado de 2021, o saldo
positivo é de 1.536.717 novos trabalhadores no mercado formal. Os dados são do
Ministério da Economia, que divulgou hoje (29) as Estatísticas Mensais do
Emprego Formal, o Novo Caged.![]()
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O estoque de empregos formais
no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a
40.899.685, em junho, o que representa uma variação de 0,76% em relação ao mês
anterior.
De acordo com o ministro da
Economia, Paulo Guedes, é a primeira vez desde a crise de 2015 que o país
ultrapassa o patamar de mais de 40 milhões de postos formais de trabalho. Ele
acredita que a retomada da economia brasileira e o retorno seguro ao trabalho
continuarão em ritmo acelerado com o avanço da vacinação da população contra
covid-19, em especial nos setores de serviços e comércio, os mais afetados
pelas medidas de enfrentamento à crise sanitária.
A próxima divulgação do Caged
já deve acontecer sob o comando do ministro Onyx Lorenzoni, que vai assumir o
Ministério do Trabalho e Previdência, que está sendo recriado. Guedes destacou
que a equipe da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, que hoje está na
Economia, seguirá o trabalho na nova pasta.
Segundo ele, o foco será a
geração de oportunidades de trabalho aos jovens e formalização de cerca de 38
milhões de trabalhadores informais que hoje recebem o auxílio emergencial do
governo. Em breve, ainda de acordo com Guedes, serão lançados novos programas,
como o serviço social voluntário e os bônus de inclusão produtiva (BIP) e de
incentivo à qualificação profissional (BIQ).
“Tememos muito o efeito
cicatriz, que é a mutilação de uma geração em função de uma pandemia dessa, já
no setor educacional, já temos esse receio no setor educacional. E queremos,
então, acelerar a absorção desses jovens, seja com treinamento de qualificação
profissional, seja com serviço social voluntário para que eles se preparem para
o mercado formal de trabalho”, disse o ministro, durante coletiva virtual para
divulgar os dados do Caged.
A expectativa é que o BIP e o
BIQ gerem cerca de 2 milhões de empregos para jovens de 16 a 22 anos. As vagas
deverão ser de meia jornada de trabalho, com bônus de meio salário mínimo.
Parte do bônus, o BIP, será pago inicialmente com dinheiro público e depois com
recursos do Sistema S, e a outra parte, o BIQ, pago pelo empregador.
Dados do emprego
No mês passado, os dados
apresentaram saldo positivo no nível de emprego nos cinco grupamentos de
atividades econômicas: serviços, com a criação de 125.713 postos, distribuídos
principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades
financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; comércio, que criou
72.877 novos empregos; indústria geral, saldo positivo de 50.145 postos,
concentrados na indústria de transformação; agricultura, pecuária, produção
florestal, pesca e aquicultura, mais 38.005 postos de trabalho gerados; e
construção, que registrou 22.460 novos trabalhadores.
Todas as regiões do país
tiveram saldo positivo na geração de emprego, sendo que houve aumento de
trabalho formal nas 27 unidades da Federação. Em termos relativos, dos estados
com maior variação em relação ao estoque do mês anterior, os destaques são para
o Piauí, com a abertura de 4.597 postos, aumento de 1,5%; Alagoas que criou
4.651 novas vagas (1,36%); e Maranhão, com saldo positivo de 6.745 postos
(1,31%).
Os estados com menor variação
relativa de empregos em junho, em relação a maio, são Rio Grande do Sul, que
teve criação de 11.446 postos, aumento de 0,44%; Bahia, com saldo positivo de
7.604, alta de 0,43%; e Sergipe, que encerrou o mês passado com mais 1.107
postos de trabalho formal, crescimento de apenas 0,41%.
Em todo o país, o salário
médio de admissão em junho de 2021 foi de R$ 1.806,29. Comparado ao mês
anterior, houve redução real de R$ 1,59 no salário médio de admissão, uma
variação negativa de 0,09%.
As estatísticas completas do
Novo Caged estão disponíveis na página do Ministério da Economia. Os dados
também podem ser consultados no Painel de Informações do Novo Caged.
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