A divulgação do resultado
das eleições presidenciais ocorridas na Guiana, no dia 2 de março, motivou mais
uma onda de protestos na manhã desta segunda-feira 16. Comerciantes de
Georgetown e Lethem que faz fronteira com o Brasil, decidiram fechar seus
estabelecimentos comerciais por tempo indeterminado, até que o impasse em torno
da divulgação do resultado sejam sanados, segundo informou um comerciante ao
Blog, que preferiu manter o anonimato.
Segundo o empresário, é
aguardado com expectativa para esta semana, a recontagem dos votos por uma
equipe da Missão Independente de Alto Nível, formada por integrantes da
Comunidade do Caribe (CARICOM), os quais irão supervisionar a recontagem das cédulas das eleições gerais e
regionais de 2 de março.
A Missão de Observação
Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) já teria alertado na
semana passada, inclusive se retirando do país, sob a afirmação de que o processo de apuramento para a Região
Quatro, que compreende a capital Georgetown,
não teria sido conduzido de forma transparente, recomendando inclusive
que a legitimidade de qualquer governo instalado nessas circunstâncias será
questionada.
“Temos ao todo dez
territórios na Guiana onde foram instalados pontos de votação. Nos nove locais
de apuração, mesmo sendo de forma arcaica com a contagem manual dos votos, uma
vez que o processo eleitoral é feito através de cédulas de papel, ocorreu de
forma tranquila. Porém, quando inciou a
contagem do território quatro que compreende a maior concentração de eleitores
localizado em Georgetown, ocorreram divergências na contagem e lisura no
processo de apuração os quais estamos questionando”, relatou.
COMÉRCIOS NÃO TEM
PREVISÃO DE FUNCIONAMENTO
Outro fator cobrado pelos lojistas, é a adoção de medidas
emergenciais no país em relação a questão da propagação do Coronavirus, o que
também está causando preocupação, já que a incidência de propagação em todos os
continentes está sendo de forma rápida, e a adoção de medidas emergenciais na
área de saúde, requer uma atenção urgente em favor da população.
“Precisamos estar
seguros, e atender da melhor forma nosso público externo com medidas e
orientações de práticas seguras. É sabido por todos que temos casos confirmados
em Georgetown, e não podemos expor a população a este vírus sem adotar
recomendações e precauções seguras. Por isso parte deste protesto é também para
chamar a atenção do governo e cobrar de forma efetiva uma ação de segurança em
todo o país. Enquanto não tivermos uma resposta satisfatória, os comércios
seguem fechados”, complementou.

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