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Recentemente a Organização Pan-Americana de Saúde divulgou que cerca de 60% da população sofre de ansiedade ou depressão nas Américas e reforçou o alerta também para uma "crise de saúde mental" devido à pandemia. E é com foco na importância dos cuidados com a saúde mental que especialistas destacam que é preciso estar atento aos sinais e sintomas para prevenir a depressão e a ansiedade.

De acordo com o Ministério da Saúde, vários fatores podem influenciar a qualidade de vida de uma pessoa e acabar causando o suicídio, por isso o psiquiatra Alessandro Leipnitz, que integra a equipe do Hospital Coronel Mota, reforça que os primeiros sinais de que algo está errado devem ser levados em consideração.

“A ansiedade em alguns níveis é comum e até mesmo saudável, mas a partir do momento em que começamos a ter muita dificuldade para realizar tarefas do cotidiano, o coração dispara e passamos a ter preocupações ou medos exagerados que nos paralisam, devemos buscar ajuda especializada. E da mesma forma é com a depressão, que é essa tristeza mais profunda, com a presença constante de pensamentos negativos”, explicou.

O especialista alerta que ficar atento ao que você sente e também como as pessoas ao seu redor estão é importante. Então ao notar os primeiros sintomas como um pavor constante sem a capacidade de relaxar e realizar suas atividades ou então a diminuição do prazer e do ânimo, acompanhado por humor deprimido e pensamentos sobre morte e suicídio, não deixe de buscar apoio psicológico.

A diretora do Departamento de Políticas de Saúde Mental, Sofia Maria Salomão, reforça que a ansiedade e depressão são condições que exigem tratamento a longo prazo e merecem atenção adequada. Ela destaca que através do RAPS/RR (Rede de Atenção Psicossocial do Estado) é oferecido de forma gratuita o tratamento ideal para ambos os transtornos.

“Por meio da RAPS/RR são disponibilizados para a população pontos de atenção votados para o cuidado com a saúde mental, onde é possível ter o acolhimento e o tratamento adequada conforme a gravidade de cada quadro, esses atendimentos são fundamentais para a prevenção ao suicídio”, destacou.

Saiba como e onde procurar atendimento em Roraima

Tanto na capital quanto no interior, as (UBS) Unidades Básicas de Saúde, são a porta de entrada para o primeiro atendimento. Na própria UBS o paciente pode identificar as razões pra essa mudança de humor e realizar o acompanhamento na própria unidade, em casos leves, e também após uma conversa com o clínico geral, o paciente pode ser encaminhado para o atendimento ambulatorial na CMECM (Clínica Médica Especializada Coronel Mota), que acontece de segunda a sexta-feira, pela manhã e tarde.

Na unidade os pacientes recebem a assistência psicóloga ou psiquiatra, em casos de quadros clínicos menos complexos e/ou crônicos. Durantes as consultas cada caso é único e precisa de uma análise específica feita por cada profissional e dessa forma é decidida a abordagem que orienta as intervenções terapêuticas, conforme a necessidade da pessoa atendida.

Nos CAPS a procura pelo tratamento pode ser de forma espontânea ou por encaminhamento de outros serviços. Os pacientes com transtornos mentais graves são atendidos nos Centros de Atenção Psicossocial, que em Roraima são as unidades do CAPS II e III.

No interior do Estado o serviço é oferecido nos municípios de Alto Alegre, Bonfim, Cantá, Caracaraí, Mucajaí, Rorainópolis e Pacaraima, por meio do CAPS I.

Para os atendimentos aos surtos e crises, a avaliação  acontece no PACS (Pronto Atendimento Cosme e Silva) que, quando necessário, tem disponível leitos de psiquiatria para internação de curto período, até estabilização do quadro, além do serviço de atendimento psicológico, por meio do Núcleo de Terapia e Suporte, todos os dias da semana, 24 horas, de forma presencial, onde pacientes e seus familiares internados no hospital ou que passam por atendimento na unidade, podem contar com o apoio psicológico ofertado.

Além disso, no site da Sesau, www.saude.rr.gov.br, é possível conhecer o “mapa de saúde mental”, criado pelo MS, que indica a localização de CAPs em Roraima e no resto do Brasil.

O Psiquiatra Alessandro Leipnitz reforça que, mantendo o acompanhamento profissional adequado, é possível levar uma vida saudável e produtiva.

 "A adesão ao tratamento é a principal forma de garantir uma vida mais saudável. Por meio dele é possível reduzir as chances de crises recorrentes. Ainda não se fala em cura para a depressão ou ansiedade, mas o controle é possível, assim como uma vida saudável e uma rotina comum”, finalizou o psiquiatra.

 


 

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