O Governo de Roraima deu início ao diálogo com a iniciativa privada para auxiliar a comercialização de produtos agropecuários produzidos nas comunidades indígenas do Estado. A reunião com empresários do ramo ocorreu nesta sexta-feira, 20, na Secretaria de Estado do Índio.
O objetivo é acompanhar de perto as negociações para garantir um resultado positivo e satisfatório na venda das mercadorias produzidas pelos criadores e produtores indígenas.
A produção é resultado do projeto idealizado pelo governador Antonio Denarium, que leva apoio às comunidades interessadas em produzir alimentos com a agricultura familiar indígena.
“Eu quero parabenizar o Governo do Estado, pois muitas pessoas estão sendo beneficiadas. Nós do meio empresarial estamos também dispostos a ajudar o Governo nesse projeto que é maravilhoso”, destacou a representante da empresa Canal da Terra, Talita Canal.
O projeto do Governo contempla mais de 800 hectares de cultivados, em nove municípios. São 51 polos, compostos por pelo menos 10 famílias.
“O Governo de Roraima por meio da Secretaria do Índio, está fomentando o plantio dessa área de milho. Sei a importância de plantar e colher nosso sustento para comercialização também. Agricultura é para os indígenas um meio de vida que, além de plantar para o próprio sustento, terá o excesso de produção para vender e melhorar a qualidade de vida nas comunidades”, explicou o governador Antonio Denarium.
A expectativa é expandir a área plantada para 1.500 hectares de milho, além de outras culturas, como feijão, além da criação de aves e suínos.
“O governador Antonio Denarium está de parabéns. É um excelente projeto, que acertou de primeira, com o plantio de milho e feijão. Os indígenas e os servidores do governo trabalharam dia e noite para que o projeto saísse do papel, também estão de parabéns. O que estamos vendo agora é resultado, estamos perto da colheita e estamos todos lisonjeados pelo convite em poder integrar esta equipe para comercializar o milho”, disse o empresário da Agropecuária Garrote, Miller Carolino.
Os gêneros produzidos, além de garantir a segurança alimentar dos povos, terão o excedente comercializado, garantindo recursos para novos investimentos na safra seguinte. O secretário do Índio, Marcelo Pereira, falou sobre as etapas até a comercialização dos alimentos.
“O Governo do Estado lançou o projeto
na sua cadeia produtiva por completo. Então, agora estamos no momento da
comercialização. Juntamos o empresariado de Roraima interessado em comprar o
milho produzido nas comunidades indígenas, isso como estratégia de
comercialização, para garantir a continuidade de plantio de grão dentro das
comunidades indígenas”, esclareceu.

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