Além da solicitação feita pelo G14 –
bloco que reúne 14 deputados estaduais -, para apurar possíveis irregularidades
no sistema de Saúde do atual Governo por meio de uma CPI (Comissão Parlamentar
de Inquérito), os outros dois blocos pediram a ampliação das investigações com
a inclusão de empresas que tinham contratos com o Governo passado.
A CPI foi anunciada na semana passada
levando em consideração o relatório conclusivo da Comissão Especial Externa,
criada para acompanhar a execução dos planos emergenciais do Sistema Prisional
e da Saúde, apresentado e aprovado pela maioria dos parlamentares da comissão.
O deputado Mecias de Jesus (PRB), líder do G6, foi quem propôs a ampliação das
investigações. “Já propomos várias CPIs do governo passado e nenhuma foi
aprovada. Então aproveitamos esse momento pra inserir as investigações que
temos para ser em única Comissão e o plenário aprovou. Se de fato for criada
essa CPI, que seja uma investigação para os dois governos”, frisou.
Segundo o parlamentar, empresas com
contratos por vários anos com o governo passado não prestaram 80% do serviço,
mas receberam o pagamento.
O presidente da Assembleia Legislativa
de Roraima (ALE-RR), deputado Jalser Renier (PSDC), afirmou que o pedido de CPI
é democrático e está aguardando parecer técnico da Consultora Jurídica da
Assembleia sobre a questão. “Não queremos fazer da Assembleia um palco de
guerra, mas queremos fazer com que as coisas evoluam de forma natural”,
comentou o presidente.
Jalser declarou que a Assembleia pedirá
apoio do Ministério Público Estadual (MPRR), do Ministério Público de Contas
(MPC) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) na execução dos trabalhos. “Nossa
proposta é fazermos um processo organizado, para que a sociedade fique
esclarecida dos fatos que estão acontecendo no passado e atualmente”, frisou.

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