A pedido do Ministério Público do
Estado de Roraima (MPRR) a Justiça condenou um ex-professor e outras
quatro pessoas: W.L.P.A, F.M., F.G.A., P.P. e V.L.C., a mais 60 anos de
reclusão, em razão de favorecimento à prostituição e exploração sexual
de adolescentes menores de 18 anos.
Conforme
a decisão, proferida pelo juízo da Vara de Crimes de Tráfico e
publicada no Diário de Justiça Eletrônico do último dia 3/6, restou
comprovado no processo que os réus praticaram o crime de forma
reiterada. “As consequências do crime contribuiu para a má formação da
personalidade das vítimas, ainda adolescentes”, pontua um trecho do
documento.
O artigo 281-B
do Código Penal Brasileiro prevê como crime “submeter, induzir ou
atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor
de 18 anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o
necessário discernimento para a prática do ato, facilitá-la, impedir ou
dificultar que a abandone”. Conforme
a denúncia do MPRR à época, os réus – quatro homens e uma mulher –
aliciavam as vítimas que, em troca de notas escolares majoradas e
benefícios financeiros, participavam de orgias, cometendo atos
libidinosos e conjunção carnal nos adolescentes.
Dos fatos
Conforme
a ação penal, de autoria da 2ª Promotoria de Justiça Criminal, restou
comprovado que um professor da rede estadual de ensino aliciava as
adolescentes utilizando-se da facilidade e confiança que o cargo lhe
proporcionava. Na ocasião, convidava as jovens para encontros sexuais
que ocorriam, por diversas vezes, em diferentes locais de cidade. Era
oferecido, ainda, bebida alcoólica às vítimas e, em alguns casos,
pagamento de R$ 10 pelo sexo oral e R$ 50 pelo ato consumado.
Foram
encontrados com os réus arquivos eletrônicos com fotografias de
registro de sexo grupal que foram, inclusive, distribuídas e divulgadas
pelo aplicativo WhatsApp, com cenas pornográficas envolvendo as
adolescentes.
Fonte: Ascom MPRR.
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EXPLORAÇÃO SEXUAL: Cinco pessoas são condenadas a mais de 60 anos de prisão
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