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O cantor e ícone do reggae Jimmy Cliff morreu aos 81 anos, conforme comunicado publicado em sua conta oficial no Instagram nesta segunda-feira (24). Segundo a nota assinada por sua esposa, Latifa, o artista sofreu uma convulsão seguida de pneumonia.


“É com profunda tristeza que compartilho que meu marido, Jimmy Cliff, partiu após uma convulsão seguida de pneumonia. Agradeço à família, amigos, artistas e colegas que dividiram essa jornada com ele. Aos fãs ao redor do mundo, saibam que o apoio de vocês foi sua força durante toda a carreira. Ele valorizava profundamente o amor de cada um”, escreveu Latifa.


Artista esteve em Roraima na década de 90


Jimmy Cliff marcou gerações ao redor do mundo e também deixou sua lembrança em Roraima. Em uma de suas turnês pelo Brasil, o artista se apresentou em Boa Vista na década de 1990, no estádio Canarinho, em um show que permanece vivo na memória dos fãs — entre eles, o servidor público Hélio Ramos, que esteve no evento.


“Para nós, roraimenses, que tivemos a oportunidade de prestigiar esse show único, ficam as boas lembranças do carisma contagiante que ele tinha no palco. Foi um show memorável”, afirmou.


Trajetória musical  de Jimmy Cliff


Jimmy Cliff, nome artístico de James Chambers, nasceu em 30 de julho de 1944, na pequena comunidade de Somerton, em St. James, na Jamaica. Desde muito jovem, já demonstrava talento musical, participando de feiras e mostras culturais. Aos 14 anos, mudou-se para Kingston para perseguir sua carreira artística, onde adotou o nome Jimmy Cliff.


Em 1967, lançou seu primeiro álbum internacional, Hard Road to Travel, que ajudou a projetar seu nome no exterior.   No final da década de 1960, conquistou sucesso mundial com músicas como “Waterfall” (que chegou a fazer sucesso no Brasil)   e “Wonderful World, Beautiful People”, que combinava reggae com influências de pop e soul. 


Além da música, ele cultivou uma carreira no cinema e no ativismo. Através de sua arte, Cliff sempre transmitiu mensagens de resistência, espiritualidade e conexão social. Com o tempo, ele se converteu ao islamismo e adotou o nome El Hadj Naïm Bachir.  


Por suas contribuições, ele foi agraciado com importantes honrarias: entre elas, dois Grammy Awards (por Cliff Hanger e Rebirth)   e sua entrada no Rock and Roll Hall of Fame, em 2010.  


Jimmy Cliff deixa uma contribuição incontestável no cenário musical, não só como um dos pioneiros do reggae, mas como uma voz universal que usou sua arte para superar fronteiras culturais e inspirar gerações ao redor do mundo.

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