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O governador Antonio Denarium recebeu nesta quinta-feira, 2, representantes da Unicef no Brasil e Ministério da Cidadania e Direitos Humanos para discutir ações conjuntas com o Governo de Roraima, que fortaleçam as políticas públicas para o acolhimento de brasileiros e imigrantes no Estado.

A Unicef atua no país inteiro, com 10 escritórios. O mais novo foi implantado em Roraima há mais de três anos. A representante da Unicef no Brasil, Florença Bauer, parabenizou o Estado pelo compromisso com o Selo Unicef e ressaltou o trabalho de acompanhamento com os municípios voltados para saúde, educação e saneamento, em mais de 2.000 municípios que aderiram ao programa.

“Acabamos de ter uma reunião muito produtiva com o governador de Roraima, no qual revisamos a cooperação técnica que a Unicef está tendo com o Governo do Estado. Uma cooperação que tem vários aspectos. Um deles é o apoio a Operação Acolhida, do Governo Federal e ao Governo do Estado, em uma resposta à questão migratória, em que a Unicef apoia, por exemplo, em espaços para crianças, nutrição, saúde, enfim, uma ação humanitária”, ressaltou.

Bauer ressaltou ainda o trabalho que a Unicef está desenvolvendo junto ao Estado para incentivar os municípios na priorização de problemas que envolvam crianças e adolescentes.

“Em paralelo estamos trabalhando junto ao Governo para incentivar os municípios na priorização de questões relacionadas a crianças e adolescentes, em particular por meio do Selo Unicef. Então, queremos convidar o Governo para colocar cada vez mais os direitos das crianças e adolescentes no centro das políticas públicas, porque são a parte da população mais afetada, inclusive, pela situação da pandemia, há mais de um ano”, apontou.

O governador Antonio Denarium parabenizou a Unicef pelo trabalho humanitário desenvolvido no Estado com o acolhimento aos imigrantes junto à Operação Acolhida do Exército Brasileiro, para diminuir os problemas sociais.

“A Unicef e Acolhida têm feito um excelente trabalho no Estado. Atualmente um grande problema que enfrentamos é a falta de empregos. Precisamos atrair grandes empresas e indústrias para gerar emprego e renda para todos, inclusive, os imigrantes. Isso vai corroborar com o trabalho de interiorização, atendendo não somente os que aqui ficaram, mas também gerar mais oportunidade de emprego para todos os brasileiros”, destacou.

Roraima tem atualmente, cerca de 4 mil presos no sistema prisional, sendo que 10% desse total são imigrantes, o que corresponde a cerca de 400 presos. O governador Antonio destacou algumas ações do Estado para diminuir a criminalidade em Roraima.

“Eu tenho feito um trabalho intenso para controlar o sistema prisional. Desde que assumi o governo não tivemos nenhum tipo de assassinato, fuga ou rebelião no sistema prisional. Nós temos mais de 400 venezuelanos presos em Roraima, temos que fazer um trabalho de ressocialização dos reeducandos. Temos projetos de oficinas mecânicas, serralheria, marcenaria e pintura, ou seja, temos que dar condições de ressocialização e diminuir a reincidência dessas pessoas na prisão para que voltem ao convívio da sociedade”, pontuou.

A coordenadora do subcomitê federal para acolhimento e interiorização do Ministério do Desenvolvimento, Neusarete Margarida de Lima, falou sobre a importância de uma ação conjunta entre os entes.

“Acredito que quando conseguimos trabalhar numa sintonia, a gente consegue mitigar as dificuldades do governo local. Se não fizermos uma ação conjunta, a gente não consegue vencer. A nossa preocupação é reforçar o atendimento público local, atendendo ao imigrante, mas também oferecendo aos brasileiros um convívio social diferente com os imigrantes, também reduzindo os impactos que têm os serviços locais”, esclareceu.

A secretária do Trabalho e Bem-Estar Social, Tania Soares, avaliou positivamente a repactuação do acordo de cooperação técnica com parceiros.

“A ideia da reunião ocorreu no sentido de unirmos forças coletivas, com recursos humanos, recursos financeiros e boas ideias para que a gente possa fazer um atendimento mais adequado e focado em todas as populações de vulneráveis no Estado, tanto os refugiados, quanto brasileiros e outras nacionalidades. Então, a expectativa dessa roda de conversa com o governador é exatamente isso, dar continuidade a essas parcerias que acontecem há dois, três anos, na realização dos atendimentos às populações vulneráveis”, contou.

 
 

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